Turistas sofreram com termômetros perto de 40°C em Kyoto nesta quinta, enquanto o calor forçou avisos de segurança. O governo local passou a usar 'kokushobi' para rotular episódios de calor brutal e ampliou alertas.
Turistas enfrentaram temperaturas elevadas em Kyoto, um importante centro cultural do oeste do Japão, nesta quinta-feira (23). O governo local emitiu novos alertas sobre o calor extremo que afeta a região.
De acordo com a agência meteorológica japonesa, as temperaturas alcançaram 39,7 graus Celsius na tarde desta quinta-feira. Em algumas partes do centro do país, como a província de Shizuoka, o dia foi oficialmente classificado como “calor brutal” — ou kokushobi, em japonês. Esse termo foi oficialmente introduzido na quarta-feira (22).
“Eu tinha sido avisado. As pessoas me disseram que faria calor, mas não imaginei que seria tanto assim”, comentou um turista francês após saborear um sorvete expresso.
Antes mesmo do início da onda de calor desta semana, entre 6 e 12 de julho, 4.580 pessoas foram hospitalizadas devido a problemas relacionados ao calor, incluindo sete que faleceram posteriormente, conforme dados da Agência de Gestão de Incêndios e Desastres.
Nos últimos anos, o Japão tem enfrentado verões cada vez mais intensos. Em 2022, o país registrou sua temperatura mais alta da história, chegando a 41,8°C. Este ano, a agência meteorológica decidiu criar a categoria kokushobi para identificar dias em que as temperaturas alcancem 40 °C ou mais, refletindo a crescente incidência de calor extremo.
Durante a temporada de verão de 2025, mais de 100.000 pessoas foram hospitalizadas devido a casos de insolação, de acordo com informações do governo. A situação atual traz à tona a importância de medidas de prevenção e cuidado com a saúde, especialmente em períodos de calor intenso.
