Itabaiana · domingo · 11 de outubro de 2026
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Fóssil de Tametara mirim, achado no Sítio José Martin Suárez (Presidente Prudente), traz crânio 3D, mandíbulas e 103 vértebras. Estudo na Nature diz que o material pode esclarecer evolução e adaptações das serpentes.

Um importante achado paleontológico ocorreu no Sítio Paleontológico ‘José Martin Suárez’, em Presidente Prudente, interior de São Paulo, onde foi descoberto um fóssil de uma das primeiras serpentes conhecidas. Esse achado promete ajudar os pesquisadores a entender melhor como esses animais evoluíram e se adaptaram a diferentes ambientes ao longo do tempo.

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O estudo, publicado na revista Nature, analisa a espécie chamada Tametara mirim, identificada a partir de um fóssil que inclui a parte posterior de um crânio preservado em 3D, além de mandíbulas articuladas e 103 vértebras pré-sacrais. O fóssil foi encontrado em 2020 na Formação Adamantina, na Bacia Bauru, e estima-se que tenha entre 75 e 85 milhões de anos.

A preservação excepcional do material possibilitou a realização de exames em alta resolução, permitindo a reconstrução detalhada de várias estruturas do crânio, como o cérebro, nervos cranianos e o ouvido interno do animal. A análise revelou que o cérebro de Tametara mirim possuía uma morfologia distinta daquela observada em outras serpentes primitivas e nas espécies atuais, indicando uma diversidade na anatomia cerebral já nos primórdios da evolução das serpentes, possivelmente refletindo funções sensoriais variadas.

Além disso, o formato do cérebro e outras características anatômicas do fóssil fornecem pistas sobre o modo de vida do Tametara mirim, sugerindo uma adaptação a ambientes subterrâneos. Os pesquisadores compararam as características do fóssil com as de outra serpente primitiva, Dinilysia, e identificaram diferenças significativas que indicam que as duas espécies habitavam ambientes distintos. Enquanto Tametara apresentava evidências de um estilo de vida subterrâneo, Dinilysia mostrava características de uma espécie adaptada a viver na superfície do solo.

O fóssil de Tametara mirim é composto por partes do crânio e da mandíbula, além de uma seção da coluna vertebral que preserva 103 vértebras antes da região cloacal, localizados entre a base do crânio e a cloaca. O crânio mede 17,8 milímetros, com um comprimento total estimado em cerca de 33 milímetros, enquanto a parte preservada do corpo possui 419 milímetros. O estudo também confirma que as serpentes têm suas origens datadas do Jurássico Médio, com as serpentes modernas, conhecidas como serpentes coroa, surgindo no início do Cretáceo Superior.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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