Itabaiana · sábado · 10 de outubro de 2026
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Levantamento da A.C.Camargo e Nexus com mais de 2 mil pessoas aponta que a maioria identifica sinais como sangue nas fezes e alteração intestinal por mais de um mês. Mesmo assim, muitos não procuram diagnóstico nem tratamento.

O câncer colorretal é uma doença que ainda não faz parte da rotina de muitos brasileiros. No entanto, uma pesquisa realizada pela A.C.Camargo e pela Nexus revelou que 80% da população reconhece a seriedade dos sintomas relacionados à doença.

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A pesquisa, intitulada “A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos”, entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o Brasil. Os dados mostram que a maioria considera grave a presença de sangue nas fezes e mudanças no funcionamento intestinal por mais de um mês, mas o conhecimento sobre a doença ainda é limitado. Apenas 21% dos participantes disseram conhecer alguém que já teve câncer colorretal, sendo 15% um parente próximo e 6% um amigo ou conhecido. A maior parte, 75%, afirmou nunca ter tido contato com pacientes dessa doença.

Os números sobre a incidência do câncer colorretal no Brasil são alarmantes. Em fevereiro deste ano, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou 53.810 novos casos por ano para o triênio 2026-2028, tornando-o o segundo tumor mais comum entre os brasileiros. A doença também foi enfrentada pela cantora Preta Gil, que faleceu em julho do ano passado após uma luta de dois anos.

Entre os 80% que reconhecem a gravidade dos sintomas, 42% consideram esses sinais “muito graves”. Esse reconhecimento é ainda mais forte entre aqueles que já conviveram com a doença, alcançando 44%. No entanto, a pesquisa indicou que, embora a maioria associe os sintomas ao câncer de intestino, essa conexão ainda não é totalmente firme. Apenas 67% concordam que sangue nas fezes ou alterações intestinais podem indicar a doença, e somente 24% têm uma concordância forte sobre isso.

Outro ponto revelador da pesquisa é a diferença entre reconhecer o risco e agir. Apenas 9% dos entrevistados que notaram sangue nas fezes buscaram ajuda médica imediatamente. Entre estes, 59% procuraram atendimento logo, mas 40% não reagiram da mesma maneira: 19% não fizeram nada e esperaram o sintoma passar, 10% postergaram a consulta, 7% tentaram remédios caseiros, 3% buscaram medicação em farmácias, e 1% pesquisou na internet antes de procurar ajuda profissional.

A busca por um diagnóstico imediato foi maior entre pessoas com melhores condições financeiras (86%), acima dos 60 anos (72%) e residentes no Sudeste (72%). Além disso, as mulheres (63%) tendem a buscar ajuda mais rapidamente do que os homens (54%). Entre os entrevistados do Norte/Centro-Oeste, 43% esperaram o sintoma passar antes de buscar atendimento.

Outro dado importante da pesquisa é o baixo conhecimento sobre exames de rastreamento. Dois em cada três brasileiros (67%) nunca ouviram falar do exame “Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes” (PSO), que é uma ferramenta simples para identificar sinais da doença antes do surgimento de sintomas evidentes. Apenas 11% já realizaram o exame, e 21% conhecem o procedimento, mas não o fizeram. O desconhecimento é ainda maior entre os jovens de 16 a 24 anos (85%) e entre homens (76%) e pessoas com menor renda (73%).

Diante do crescimento da incidência do câncer colorretal no Brasil, especialistas do A.C.Camargo enfatizam a importância de não ignorar sintomas como sangramento, alterações no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem explicação. Além disso, é fundamental realizar exames preventivos a partir dos 45 anos ou antes, conforme orientação médica e histórico familiar.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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