Itabaiana · sábado · 10 de outubro de 2026
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Um estudo publicado na revista científica The Lancet Public Health revelou que os brasileiros vivem, em média, 12,5 anos em condição de saúde considerada ruim. Esse número reflete a diferença entre a expectativa de vida ao nascer e a expectativa de vida saudável (HALE), que desconta os anos vividos com doenças ou incapacidades.

O Brasil ocupa a 16ª posição entre 204 países e territórios analisados, com os Estados Unidos liderando a lista com 14 anos, seguidos pela Austrália com 13,9 anos e pelo Canadá com 13,7 anos. Em contraste, os menores índices foram observados em Nauru (6,9 anos), Ilhas Salomão (7,3 anos) e Laos (7,4 anos).

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Desde 1990, o indicador de vida em saúde ruim no Brasil aumentou de 10,4 anos para 12,5 anos, um crescimento acumulado de 2,1 anos ou 20%. Comparativamente, a média global passou de 8,8 para 10,7 anos, representando um aumento de 21,9%. Na super-região que abrange América Latina e Caribe, o tempo vivenciado em saúde ruim aumentou de 10,4 para 11,9 anos.

O estudo destacou que, entre os 204 países analisados, 203 apresentaram avanço no indicador, exceto a Palestina. Durante a pandemia de Covid-19, os dados referentes ao Brasil mostraram flutuações: 11,7 anos em 2020, 11,4 em 2021, 12,2 em 2022 e 12,5 em 2023. A pesquisa considerou o período de 2020 a 2022 como uma fase de disrupção, com quedas na expectativa de vida e na expectativa de vida saudável.

As principais causas dos anos vividos em má saúde em 2023 foram identificadas como distúrbios musculoesqueléticos, transtornos mentais, doenças dos órgãos dos sentidos, lesões não intencionais e outras doenças não transmissíveis. Entre os fatores de risco globalmente destacados estão a glicemia de jejum elevada, índice de massa corporal alto, desnutrição infantil e materna, e o uso de tabaco.

Em termos de diferença entre sexos, o estudo revelou que em 2023, as mulheres viveram 12,1 anos em má saúde, enquanto os homens passaram 9,3 anos nessa condição. Os autores do estudo alertam que os intervalos de incerteza das estimativas para cada país podem se sobrepor, e as conclusões são baseadas na consistência das tendências e não em variações estatisticamente significativas.

Além disso, as estimativas refletem dados nacionais e regionais, podendo ocultar desigualdades subnacionais e socioeconômicas. No caso do Brasil, o intervalo de incerteza para a estimativa de anos vividos em saúde ruim varia entre 9,5 e 15,9 anos. A pesquisa é parte do Global Burden of Disease 2023, realizado pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) da Universidade de Washington, com financiamento da Fundação Gates.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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