Itabaiana · terça-feira · 22 de setembro de 2026
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Lance do volante Tchouaméni quase resultou em gol contra no MetLife Stadium. A bola oficial do Mundial levanta dúvidas sobre sua influência em jogadas decisivas.

A Copa do Mundo de 2026, que acontece nos Estados Unidos, México e Canadá, tem atraído a atenção não só pelos jogadores em campo, mas também pela tecnologia embarcada na bola Trionda. Essa inovação levantou questionamentos sobre sua influência em lances decisivos, como o que ocorreu no final da partida entre França e Senegal.

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No último dia 16, durante os instantes finais do jogo realizado no MetLife Stadium, um jogador senegalês fez um cruzamento que foi desviado pelo volante francês Aurélien Tchouaméni, quase resultando em um gol contra. O goleiro Mike Maignan fez uma defesa crucial, mas a dúvida sobre se a bola havia cruzado completamente a linha do gol ficou no ar. A decisão do árbitro foi de que não houve gol, mas a dúvida sobre a assistência da tecnologia na tomada dessa decisão ainda persiste entre os torcedores.

“O que percebemos é que um conjunto de tecnologias promove esse rastreamento em tempo real, ampliando a percepção do que acontece em campo para jogadores, árbitros e torcedores”, afirma Everaldo Pereira, coordenador do curso de Design do Instituto Mauá de Tecnologia.

A tecnologia que realmente validou a defesa de Maignan foi a Goal-line Technology (GLT), que funciona independentemente dos sensores da Trionda. A GLT, que estreou na Copa do Mundo de 2014, utiliza 14 câmeras de alta velocidade instaladas no estádio para monitorar a posição da bola em tempo real. Essa informação é processada e enviada ao árbitro em menos de um segundo, garantindo decisões precisas durante a partida.

Embora a Trionda tenha sido projetada para auxiliar decisões em campo, seu sensor de Unidade de Medição Inercial (IMU) se destina a apoiar o VAR em outras situações. Esse sensor, que precisa ser recarregado antes dos jogos, monitora a aceleração e a velocidade da bola, transmitindo dados com alta frequência. Essa tecnologia foi desenvolvida pela Adidas em parceria com a Kinexon, com o objetivo de reduzir o tempo de análise de lances complexos.

Além de ajudar a validar toques de mão e impedimentos, a Trionda e suas 16 câmeras de rastreamento permitem uma revisão mais rápida e eficiente, melhorando a experiência do torcedor e a precisão das decisões. Pereira destaca que essa colaboração entre diferentes áreas do conhecimento, como eletrônica e design, é fundamental para a implementação de soluções sofisticadas em eventos esportivos de grande porte.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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