A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou que o líquido escuro encontrado em um sítio de Tabuleiro do Norte, a 210 quilômetros de Fortaleza, é petróleo. A substância apareceu a cerca de 40 metros de profundidade em novembro de 2024, quando o agricultor Sidrônio Moreira perfurava o terreno em busca de água para a família.
Vídeos do momento da perfuração circularam nas redes sociais e atraíram a atenção de moradores e especialistas. Os primeiros testes foram feitos pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), que apontou semelhanças com o petróleo da Bacia Potiguar. A família comunicou o achado à ANP em julho de 2025, e a confirmação oficial saiu em maio de 2026, após análises laboratoriais.
Profundidade considerada rasa
Segundo técnicos da agência, encontrar petróleo a apenas 40 metros do solo é incomum. A área será submetida a levantamentos geológicos adicionais para definir o tamanho da possível reserva e a viabilidade de extração comercial.
Próximos passos
A ANP abriu processo administrativo para avaliar aspectos como volume do reservatório, custos operacionais, impactos ambientais e qualidade do óleo. Não há prazo definido para a conclusão dos estudos nem garantia de que a exploração será autorizada.
Situação da família
Enquanto aguardava os resultados, a residência continuou sem abastecimento regular de água. Em março de 2026, uma adutora antiga da região voltou a funcionar e passou a atender o sítio. Por orientação da ANP, a área do poço está isolada e novas coletas de material estão suspensas.
Eventual compensação
De acordo com a Constituição Federal, o petróleo pertence à União, mas o proprietário do terreno pode receber até 1% do valor da produção caso a exploração seja aprovada. O benefício, porém, depende da confirmação de viabilidade econômica e da liberação oficial.
As avaliações seguirão nos próximos meses, enquanto a família mantém o local fechado à espera de novos pareceres.
