A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), por meio da Rádio Nacional, abriu na quarta-feira (20) o 7º Simpósio Nacional do Rádio, realizado na Sala Funarte Sidney Miller, localizada no Palácio da Cultura Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. A programação, que segue até sexta-feira (22), tem como tema “Rádio Nacional 90 anos: memória, inovação e futuros da mídia sonora”.
O encontro reúne pesquisadores, estudantes e profissionais para analisar os desafios do setor em um cenário marcado pela plataformização, pela inteligência artificial e por novas formas de consumo de áudio. A iniciativa é organizada em parceria com o Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom e celebra as nove décadas da Rádio Nacional, fundada em 1936.
Abertura destaca reinvenção tecnológica
A conferência de abertura, intitulada “Do AM ao streaming: a reinvenção do rádio brasileiro”, foi conduzida pelo jornalista Heródoto Barbeiro. O professor Alvaro Bufarah, coordenador do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom, apresentou o painel, enquanto a mediação ficou sob responsabilidade de Lídia Neves, gerente executiva de Integração de Conteúdos e Rede da EBC.
Durante sua fala, Barbeiro ressaltou que a essência do rádio permanece apesar das mudanças tecnológicas. “A tecnologia mudou. A comunicação auditiva, que é o rádio, permanece para sempre”, afirmou. Ele também comentou a migração do conteúdo sonoro para plataformas digitais e o crescimento dos podcasts: “Estamos saindo do on air para o on line. Deixamos de ouvir pelo aparelho de pilha e passamos a escutar pelo celular, simultaneamente nas redes sociais”.
Painel analisa papel cultural do rádio
A mesa especial “Rádio Nacional e a construção da identidade cultural brasileira” reuniu a professora Valci Zuculoto (UFSC), a radialista Mara Régia (Rádio Nacional da Amazônia), o jornalista Octávio Costa (presidente da ABI) e a narradora Luciana Zogaib (Rádio Nacional). A mediação foi feita pela professora Norma Meireles (UFPB).
Com 45 anos de atuação na Rádio Nacional da Amazônia, Mara Régia destacou o papel social do veículo: “Os pilares do rádio são a emoção, a imaginação, a educação e a cidadania”. Já Luciana Zogaib, primeira mulher a narrar partidas de futebol na emissora, sublinhou a importância da representatividade feminina: “Ser a primeira voz feminina a transmitir jogos na Rádio Nacional é uma quebra de paradigma. Espero que esse exemplo inspire mais meninas”.
Desafios para diferentes segmentos
Ao longo dos três dias, o simpósio discute os impactos das transformações tecnológicas nos segmentos público, comercial, comunitário, universitário e digital, buscando apontar cenários possíveis para o futuro da mídia sonora no Brasil.
As atividades do 7º Simpósio Nacional do Rádio terminam na sexta-feira (22).
