Paris Jackson protocolou um novo pedido na Justiça norte-americana exigindo o pagamento de R$ 2,3 milhões em juros por valores que afirma terem sido retirados indevidamente do espólio de seu pai, Michael Jackson.
De acordo com documentos apresentados ao tribunal e obtidos pelo site TMZ, a quantia corresponde aos encargos financeiros acumulados sobre somas que, segundo a herdeira, foram desembolsadas sem autorização adequada durante a administração conduzida pelos executores John Branca e John McClain.
A iniciativa ocorre poucos dias depois de uma decisão judicial que mandou Branca e McClain devolverem mais de R$ 3 milhões pagos como bônus a escritórios de advocacia terceirizados. Na ocasião, o magistrado rejeitou a justificativa dos executores e considerou os repasses irregulares.
Argumento de Paris Jackson
No novo processo, a filha do cantor sustenta que, além do valor principal já determinado, os responsáveis pelo espólio também devem arcar com os juros referentes ao período em que o dinheiro permaneceu fora da conta patrimonial. “A lei é clara: quando fundos são desviados, eles precisam ser restituídos com juros”, declarou um representante de Paris, citado pela revista Complex.
Posição dos executores
Depois da derrota na semana passada, um porta-voz de Branca e McClain afirmou que outros bônus a advogados externos foram autorizados pela Justiça ao longo dos anos e que, mesmo assim, os executores sempre condicionaram os pagamentos à possibilidade de devolução caso não fossem homologados.
Conflito prolongado
O embate jurídico entre Paris Jackson e os administradores do testamento de Michael Jackson já dura vários anos. A herdeira alega ter sido alvo de documentos que, segundo ela, a ridicularizam, enquanto Branca e McClain dizem que Paris divulga informações incorretas para atrair a atenção da mídia.
Recentemente, a artista também criticou a cinebiografia “Michael”, dirigida por Antoine Fuqua e atualmente em cartaz, classificando o filme como recheado de inverdades.
