Madri / Cairo – Pesquisadores, astrofotógrafos e turistas já garantem hospedagem no sul da Espanha e no Egito para acompanhar o eclipse solar total de 2 de agosto de 2027, apontado como o mais longo do século.
Quase sete minutos de escuridão
Nesse dia, a Lua encobrirá completamente o Sol por 6 minutos e 23 segundos. A duração incomum se deve ao fato de o satélite estar próximo do perigeu, ponto da órbita em que fica mais perto da Terra, ampliando o diâmetro aparente do disco lunar e prolongando o bloqueio da luz solar.
Demanda antecipada por hospedagem
Com pouco mais de um ano de antecedência, hotéis nas áreas consideradas privilegiadas para observação — especialmente Andaluzia, na Espanha, e cidades às margens do Nilo, no Egito — registram alta ocupação. Especialistas querem garantir posição estratégica para não perder nenhum instante do fenômeno, que só deverá se repetir com duração semelhante em 2114, daqui a 157 anos.
Onde o fenômeno será visível
A faixa de totalidade começará sobre o Oceano Atlântico e avançará em direção ao leste. Além do sul da Espanha, a sombra passará por Groenlândia, Islândia, Norte da África (Marrocos, Argélia, Líbia e Egito) e Oriente Médio (Arábia Saudita e Iêmen). No Brasil, o eclipse não será visível.
Segurança para observação e registro
Autoridades em astronomia recomendam o uso de óculos solares certificados durante todas as fases do eclipse. Para fotografia, são necessários filtros específicos na objetiva da câmera enquanto o Sol não estiver totalmente encoberto.
A expectativa é grande: eclipses totais costumam durar entre dois e três minutos, e o mais recente, em abril de 2024, atingiu pouco mais de quatro minutos nos pontos máximos. A marca de 2027, portanto, consolida o evento como destaque astronômico do século.
