Rio de Janeiro — O quarteto carioca Sangue de Bode lançou seu quarto disco, “O Funeral de Tudo”, obra de oito faixas que aprofunda a sonoridade densa e áspera que marcou os sete anos de carreira do grupo de metal extremo.
Gravação marcada por perdas pessoais
Registrado após experiências de luto vividas pelos integrantes, o álbum apresenta camadas mais espessas de guitarra – agora duas em estúdio – e letras que abordam depressão, ansiedade, desamparo e colapso existencial. Segundo o vocalista e guitarrista Verme, as composições são fruto de vivências reais e “não se tratam de culto ao sofrimento”.
Formação e identidade sonora
A banda é formada por Verme (voz e guitarra), Sinuê (bateria), Zé (baixo) e Nekrose (guitarra). Embora influenciada pelo black metal, a equipe prefere o rótulo “metal extremo”, incorporando elementos de death, thrash, hardcore e groove e afastando-se de qualquer vínculo com pautas segregacionistas historicamente associadas ao subgênero.
Single e clipe
“Máxima Miséria” foi a faixa escolhida para introduzir o novo trabalho. O videoclipe, produzido integralmente pelo próprio grupo, está disponível no YouTube por meio do canal Scena Lab.
Turnê até agosto
Para divulgar “O Funeral de Tudo”, o Sangue de Bode está na estrada desde abril em uma extensa rota pelo Brasil. O giro segue até agosto; calendário completo e locais podem ser consultados no perfil oficial da banda no Instagram.
Sem concessões comerciais, o disco aposta em temáticas sombrias e arranjos sufocantes para reforçar a proposta artística do quarteto, consolidado como um dos nomes mais celebrados da cena underground nacional.
