São Paulo – Quarenta anos depois de ter mudado os rumos da música pop brasileira, o álbum “Fullgás”, de Marina Lima, volta aos palcos em apresentação especial no festival C6 no Rock, marcado para os dias 22 e 23 de agosto, no Parque Ibirapuera.
Obra de 1984 segue referência
Lançado em 1984 pela Polygram, após a cantora deixar a Ariola no ano anterior, “Fullgás” tornou-se símbolo da combinação de rock, new wave, synthpop e MPB que dominou os anos 80. O trabalho apostou em sintetizadores e baterias digitais programadas, sustentado pela parceria de Marina com o irmão e letrista Antônio Cícero.
Gravado em meio à campanha Diretas Já, o disco traz versos que ecoaram o desejo de abertura democrática, como “você me abre seus braços, e a gente faz um país”, da faixa-título. O repertório também aborda temas como empoderamento feminino, sexualidade LGBTQIA+, política e questões ambientais.
Influências e participações
Vivendo parte da juventude nos Estados Unidos, Marina incorporou referências internacionais como Michael Jackson – que havia lançado “Thriller” – e homenageou Roberto e Erasmo Carlos com a releitura de “Mesmo Que Seja Eu”. Entre os músicos envolvidos, destacam-se Liminha, responsável pela linha de baixo inspirada em “Billie Jean”, e Lobão, autor de “Me Chama”, registrada por Marina no álbum.
Herança e regravações
A canção “Fullgás” atravessou gerações e foi revisitada por nomes como Lulu Santos, Ivete Sangalo, Simone e Fábio Júnior, confirmando a relevância do disco além da década de 80.
Show comemorativo
No C6 no Rock, Marina Lima executará o álbum do início ao fim, acompanhada de Liminha e Lobão como convidados especiais. Os ingressos já estão à venda para as duas noites do evento.
