O músico norte-americano Dave Grohl, ex-baterista do Nirvana e atual líder do Foo Fighters, falou abertamente sobre o impacto que a banda de Seattle ainda exerce em sua vida, 32 anos depois da morte do vocalista Kurt Cobain, em 1994.
Aos 57 anos, Grohl revelou que, por muito tempo, evitou qualquer contato com canções associadas ao movimento grunge. “Durante muito tempo, eu não conseguia nem ouvir rádio se tocasse algo de Seattle. Doía”, disse. Hoje, o artista afirma encarar o passado com outra perspectiva: “Percebo que o Nirvana não foi apenas uma banda; foi o período em que aprendi o que significa estar vivo através da música”.
Laços com antigos companheiros
Na declaração, Grohl descreveu a relação com o baixista Krist Novoselic e com Cobain como “telepática”. Segundo ele, sempre que encontra Novoselic “o mundo para” e ambos se sentem “aqueles garotos que queriam apenas fazer barulho em um galpão”. Sobre Cobain, o músico contou que ainda sonha com o amigo: “No sonho, ele ainda está aqui, e estamos prestes a subir no palco”.
Legado para novas gerações
Grohl destacou que, mesmo em uma era dominada por algoritmos, o grunge segue inspirando adolescentes. Ele observa jovens de 15 anos usando camisetas do Nirvana e atribui o interesse à “honestidade brutal” das composições de Cobain presentes em álbuns como Nevermind e In Utero.
Sem estender comentários sobre futuros projetos ou reflexões pessoais, Grohl limitou-se a agradecer pela experiência vivida no trio que marcou a história do rock.
