O duo norte-americano KNOWER, formado por Louis Cole e Genevieve Artadi, desembarca no país nesta semana para integrar o line-up do C6 Fest, em São Paulo. Conhecidos por misturar harmonias complexas de jazz com a energia de uma rave punk, os artistas conversaram com o site Tenho Mais Discos Que Amigos! antes da apresentação.
Equilíbrio entre precisão e pista de dança
Questionado sobre como mantém a “matemática” da bateria de jazz enquanto faz o público pular, Cole respondeu: “Só tento tocar o melhor que posso. Espero que as pessoas sintam que o ingresso valeu a pena”.
Voz que se funde a sintetizadores
Genevieve Artadi afirmou que gosta de dobrar sua voz com metais ou teclados. “Procuro combinações que expressem melhor a emoção da música, seja orgânica ou sintética”, explicou, acrescentando com humor que também se apresenta como “vendedora de tacos”.
Do sofá para o palco do festival
O vídeo Living Room Power Set (2020) consagrou o KNOWER pela estética faça-você-mesmo. Para o C6 Fest, Cole adiantou que o grupo terá mais espaço cênico e músicos adicionais em comparação ao registro gravado durante a pandemia.
Identidade visual irreverente
Sobre a escolha por figurinos improvisados e edição lo-fi, Cole resumiu: “Sou um cara normal. Quem se vende como ‘cool demais’ geralmente é bobo nos bastidores”.
Supergrupo rotativo
KNOWER já tocou com nomes como MonoNeon, Sam Gendel e Cory Wong. Segundo Cole, o critério para entrar na formação é “tocar bem, aprender rápido e ser boa companhia”.
Reconhecimento de Quincy Jones ao GTA V
Indagado se elogios de figuras tão distintas influenciam o próximo disco, Cole brincou: “Pode anotar: Quincy Jones era meio esquisito”. Ainda assim, ele reconhece que essas validações ajudam a atrair novos ouvintes.
A admiração pela música brasileira
O baterista citou Tom Jobim, Milton Nascimento e Toninho Horta como referências e elogiou o público local: “O Brasil ainda abraça música de qualidade, algo raro em outros lugares”.
Som “cone cinza” e trilha para o apocalipse
Se tivesse de transformar o show em um objeto, Cole o descreve como “um cone cinza”. Para o fim do mundo a 128 BPM, escolheria tocar “Crash The Car” enquanto “uma erupção solar de classe X-100” atinge a Terra.
Mais discos do que amigos
Ao ser questionado sobre ter “mais discos que amigos”, o músico confirmou e apontou Nothing, seu próprio álbum, como o trabalho que melhor o representa.
O KNOWER se apresenta no C6 Fest, que ainda conta com atividades paralelas como o C6 Jazz e o C6 Lab.
