São Paulo, 24 de abril de 2026 – Vitor Kley lançou o EP “O Que Sobrou das Pequenas Grandes Coisas”, trabalho que conclui a fase iniciada em 2024 com o álbum “As Pequenas Grandes Coisas”, seu primeiro projeto independente.
Com cinco faixas, o novo registro reúne músicas que ficaram fora do disco principal, mas que, segundo o cantor, funcionam como “pedras preciosas” encontradas durante o processo criativo. As composições foram finalizadas entre Santa Catarina e Portugal, locais que também serviram de inspiração para o álbum original.
Parcerias e detalhes das faixas
O EP traz participações de destaque. Em “Abalo Psicológico”, Kley divide os vocais com Joyce Alane; a composição foi escrita em parceria com Carol Biazin. Já “O Vento” conta com letras assinadas em conjunto com Priscilla Alcantara e Giba Moojen. As outras canções são “Da Minha Natureza”, “Filme de Romance” e “Chuva de Verão”.
“Da Minha Natureza” funciona como um manifesto de independência. Depois de uma década contratualmente ligado a uma gravadora, Kley afirma ter encontrado a coragem de “errar, acertar e experimentar” sem interferências externas.
Processo de gravação
A produção sonora também mudou em relação ao álbum. No estúdio, o cantor abandonou o microfone único adotado anteriormente e buscou timbres distintos para marcar o fim do ciclo. A mixagem ficou a cargo de João Milliet, que recebeu o pedido de deixar “bumbos e caixas pesados” para evidenciar a execução humana dos instrumentos.
Um sexto tema, registrado durante as mesmas sessões, foi guardado para lançamento futuro. O momento da gravação, contou Kley, emocionou a sua mãe, presente no estúdio, reforçando a decisão de preservar a faixa até que “tenha a vida dela no tempo certo”.
Músicas feitas “à mão”
Ao falar sobre o conceito do projeto, Vitor Kley enfatizou a opção por gravações orgânicas em contraponto às bases programadas e ao uso de inteligência artificial. “Somos artistas que fazem arte com as próprias mãos”, resumiu.
Influências recentes
No campo das referências, o cantor revelou estar “fissurado” na obra de Guilherme Arantes, especialmente na faixa “Meu Mundo e Nada Mais”, que se tornou um elo musical com a mãe.
Com o EP, Vitor Kley considera encerrada a fase iniciada pelo disco “As Pequenas Grandes Coisas”. O artista ainda não divulgou detalhes sobre o próximo trabalho, mas garante que o novo capítulo terá “uma cor diferente”.
Fonte: Tenho Mais Discos Que Amigos!
