Em entrevista ao programa 60 Minutes, o baterista Stewart Copeland revisitou as já conhecidas tensões internas do The Police e explicou por que sua motivação artística divergia da de Sting e Andy Summers. Durante a conversa, Copeland afirmou que sempre encarou a música como um pretexto para “bater em coisas” e descreveu a relação entre os integrantes como um “terno da Prada feito de arame farpado”.
Motivações opostas no palco
Segundo Copeland, enquanto Sting via o repertório como o elemento central da carreira, ele se concentrava na fisicalidade da bateria. “Quero ser o Mitch Mitchell com Jimi Hendrix, botando fogo na casa”, disse. O músico relatou que, ainda adolescente, percebeu que a percussão lhe dava senso de identidade e força: “Quando bati no meu primeiro tambor, ganhei pelos no peito; pensei: é por isso que eu existo”.
Para o baterista, a música serve para potencializar a performance da banda, não o contrário. “Entendo que sem uma grande canção ninguém vai a lugar nenhum, mas meu objetivo não é servir à música; é a música que serve para fazer a banda parecer legal”, ressaltou, acrescentando que pouco se importa com o conteúdo das letras porque, do fundo do palco, só enxerga a nuca do vocalista.
Terapia de banda durante a turnê de reunião
A entrevista também trouxe detalhes sobre a turnê de reunião do grupo — descrita por Copeland como “a melhor para todo mundo, menos para dois caras”. Ele contou que os três músicos recorreram a sessões de terapia para resolver velhos atritos. “Dissemos tudo o que precisava ser dito e chegamos ao entendimento de que fazemos música por razões diferentes”, explicou.
Metáfora inusitada
Ao ser questionado sobre o fato de, apesar das divergências, o trio ter alcançado sucesso global, Copeland usou uma comparação marcante: “Sempre descrevi o The Police como um terno da Prada feito de arame farpado. O visual é incrível, mas não é nada confortável”.
O trecho da entrevista foi divulgado no perfil oficial do 60 Minutes no Instagram.
Fonte: Tenho Mais Discos Que Amigos!
