O valor dos ovos começou a recuar em abril, revertendo a alta de mais de 20% registrada em março. A redução, já observada em supermercados de diversas regiões do país, chega a aproximadamente 9% nos principais mercados.
Por que o preço caiu
Dois fatores explicam o movimento: o fim da quaresma e a maior oferta no mercado. Durante o período religioso, o consumo costuma crescer, elevando os preços. Encerrado esse intervalo, a demanda voltou ao normal e, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ficou até abaixo dos níveis dos últimos dois anos.
Ao mesmo tempo, a produção segue em alta. Em 2025, o Brasil alcançou 4,95 bilhões de dúzias de ovos, incremento de 5,7% em relação a 2024. Com mais produto disponível nas prateleiras, os valores tenderam a recuar.
Onde a queda é maior
As reduções mais acentuadas ocorrem em regiões com forte produção:
- São Paulo: caixa com 30 ovos brancos 8,8% mais barata; ovos vermelhos 7,5% abaixo do preço anterior. Em Bastos, polo produtor, a retração beira 10%.
- Minas Gerais: ovos brancos caíram 7%, e os vermelhos, mais de 8%.
- Em outras áreas, a diminuição ainda não chega a 1%, mas indica tendência generalizada de queda.
Tendência para os próximos meses
O Cepea avalia que, caso a oferta continue superior à demanda, os preços devem permanecer em trajetória de baixa. O consumo nacional é alto — média de 288 ovos por habitante ao ano —, mas pode não acompanhar o ritmo atual de produção.
Efeito no bolso
Com o recuo, o ovo reforça sua posição como uma das proteínas mais acessíveis, facilitando o planejamento das compras domésticas. No entanto, analistas alertam que o cenário pode mudar se a procura voltar a crescer ou se a produção recuar.
Fonte: Só Notícia Boa
