O Sistema Único de Saúde (SUS) incluiu o transplante de membrana amniótica no conjunto de terapias disponibilizadas para tratar feridas crônicas, pé diabético e diversas alterações oculares. A decisão foi confirmada pelo Ministério da Saúde em 20 de abril de 2026.
De acordo com a pasta, a nova tecnologia poderá beneficiar anualmente mais de 860 mil pacientes que convivem com complicações provocadas pela diabetes e com problemas nos olhos, como glaucoma, queimaduras, inflamações, perfurações e úlceras de córnea.
O que é a membrana amniótica
A membrana amniótica é um tecido obtido no momento do parto. Ricamente estudada pela medicina regenerativa, apresenta propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes, acelerando a recuperação de diferentes tipos de feridas.
No caso do pé diabético, estudos apontam que o uso do material promove cicatrização até duas vezes mais rápida em comparação aos curativos convencionais. No SUS, o tecido já vinha sendo utilizado desde 2025 no tratamento de queimaduras extensas.
Aplicações em oftalmologia
Para lesões que afetam pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o curativo biológico reduz a dor, diminui o risco de novas lesões e contribui para a melhoria da visão. Segundo o Ministério da Saúde, o procedimento surge como alternativa eficaz sobretudo em casos graves ou que não respondem aos tratamentos tradicionais.
Com a incorporação do transplante de membrana amniótica, a rede pública pretende ampliar o acesso a terapias regenerativas e reduzir complicações associadas à diabetes e a doenças oculares.
Fonte: Só Notícia Boa
