Itabaiana · sexta-feira · 18 de setembro de 2026
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Pesquisadores do Fred Hutchinson Cancer Center, nos Estados Unidos, criaram anticorpos capazes de bloquear a infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV), agente responsável pela mononucleose infecciosa, popularmente chamada de “doença do beijo”. A descoberta, divulgada em 18 de abril de 2026, impediu que o patógeno entrasse nas células em testes de laboratório e abre caminho para novos tratamentos e vacinas.

Como o estudo foi conduzido

A equipe utilizou camundongos geneticamente modificados para produzir anticorpos com estrutura humana. Foram identificados dez anticorpos monoclonais que atacam pontos distintos do vírus:

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  • parte deles impede a ligação do EBV às células B;
  • outros bloqueiam a entrada do vírus nessas células.

Um dos anticorpos eliminou totalmente a infecção em experimentos in vitro, enquanto outro ofereceu proteção parcial, indicando regiões vulneráveis do vírus que podem ser exploradas em futuras vacinas.

Desafio histórico no combate ao EBV

O Epstein-Barr pertence à família dos herpesvírus e é transmitido principalmente pela saliva. Depois da infecção, permanece latente nas células B do sistema imunológico, podendo reaparecer quando a imunidade diminui e provocar lesões orais.

A facilidade com que o EBV se liga às células de defesa e a possibilidade de rejeição de anticorpos externos sempre dificultaram o desenvolvimento de terapias eficazes.

Doenças relacionadas ao vírus

Estudos apontam associação do EBV a diversas condições, entre elas:

  • Lúpus eritematoso sistêmico;
  • Esclerose múltipla;
  • Covid longa;
  • Síndrome da fadiga crônica;
  • Linfoma de Burkitt;
  • Carcinoma nasofaríngeo.

Quem pode se beneficiar

Pessoas com baixa imunidade, especialmente pacientes transplantados que utilizam medicamentos imunossupressores, estão entre os principais candidatos a futuras terapias. Nesses grupos, a reativação do vírus pode levar ao distúrbio linfoproliferativo pós-transplante (PTLD), uma forma de câncer.

Próximos passos

A pesquisa encontra-se em estágio inicial. Os cientistas planejam:

  • testes de segurança em adultos saudáveis;
  • estudos clínicos com populações de maior risco.

Ainda não há previsão de quando um tratamento ou vacina estará disponível, mas os resultados indicam um avanço promissor no controle do vírus Epstein-Barr.

Com informações de Só Notícia Boa

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