Brasília — Os dez funks mais reproduzidos no Spotify Brasil pertencem a artistas vinculados às produtoras GR6, Love Funk e Bololo Records, empresas investigadas pela Polícia Federal na operação Narco Fluxo. A PF apura um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo as investigações, pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão.
Ranking no Spotify
No momento, todas as canções que ocupam as dez primeiras posições de funk na plataforma são de cantores ligados às três produtoras:
• Top 1 Brasil – “Famoso Ímã/O Poderoso Chatão”, de Lele JP (GR6) e Poze do Rodo;
• Top 2 Brasil – “Relíquia do 2T”, de DJ Gu (Bololo Records);
• Top 5 Brasil – “Carnívoro”, de Lele JP (GR6) e Japa NK (Bololo Records);
• Top 6 Brasil – “Amo Minha Favela”, de Japa NK e MC Meno K (Bololo Records);
• Top 7 Brasil – “Gauchinha”, de DJ Japa NK, MC Meno K, MC Ryan SP, MC Brinquedo e MC LUUKY (Bololo Records);
• Top 8 Brasil – “Bola Uma Vela”, de MC Meno K (Bololo Records) e DJ Yuri Pedrada (GR6);
• Top 9 Brasil – “Posso Até Não Te Dar Flores”, de Japa NK, Davi Dogdog, Meno K e MC Ryan SP (Bololo Records);
• Top 10 Brasil – “Diário de um Cafajeste”, de Lele JP (GR6), Meno K e Ryan SP (Bololo Records);
• Top 14 Brasil – “Lembrei de Tu”, de MC Meno K (Bololo Records);
• Top 18 Brasil – “Me Postou no Daily”, de MC Lele JP (GR6).
Somadas, as oito faixas que figuram no Top 20 nacional ultrapassam 1 bilhão de reproduções na plataforma.
Prisões durante a operação
Na quarta-feira, 15 de abril, a PF prendeu MC Ryan SP, proprietário da Bololo Records, e o cantor Poze do Rodo. Dois dias depois, na sexta-feira, 17 de abril, foram detidos Henrique Alexandre Barros Viana, ligado à Love Funk, e Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, responsável pela GR6.
Conforme a investigação, a organização criminosa utilizava a indústria musical e plataformas digitais para disfarçar recursos provenientes de tráfico de drogas e jogos ilegais. Por meio de seus advogados, todos os investigados negam irregularidades e afirmam que apresentarão documentos para comprovar a legalidade das atividades.
Com informações de Metrópoles