O dólar abriu o pregão desta quarta-feira, 15 de abril, cotado a R$ 4,99, mantendo-se abaixo da barreira dos R$ 5 pelo segundo dia consecutivo. A marca é a mais baixa desde 27 de março de 2024, quando a moeda norte-americana foi negociada a R$ 4,9805.
Na véspera, a divisa encerrou o dia com recuo de 0,99%, a R$ 4,9935 no mercado à vista. No mesmo período, o Ibovespa superou os 199 mil pontos e registrou novo recorde histórico.
O que explica a queda
O principal fator apontado por analistas é a expectativa de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anuncie o fim do conflito com o Irã. A perspectiva de cessar-fogo reduziu a busca por ativos considerados mais seguros e impulsionou a migração de capital para mercados emergentes, como o brasileiro.
Outro elemento que pressiona a cotação é a retração do preço do petróleo, que voltou a ficar abaixo de US$ 100 por barril. Com o combustível mais barato, investidores intensificaram a procura por ações, títulos e moedas de maior risco.
Desempenho no ano
No acumulado de 2026, a moeda norte-americana registra queda de 9,03% frente ao real, revertendo parte da valorização observada nos anos anteriores.
Cenário político interno
O mercado também reagiu à pesquisa CNT/MDA divulgada esta semana. O levantamento mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança da corrida eleitoral, com 39,2% das intenções de voto no primeiro turno, contra 30,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Num eventual segundo turno, Lula teria 44,9%, ante 40,2% de Flávio.
A combinação de expectativas de trégua geopolítica, queda do petróleo e sinais de estabilidade na política doméstica sustenta o movimento de baixa do dólar. Investidores acompanham os próximos desdobramentos para avaliar se a tendência de desvalorização da moeda norte-americana vai se manter.
