Há quase duas décadas, a aposentada Ruth Hasman encontrou uma nova ocupação: consertar bichos de pelúcia antigos e danificados enviados por famílias de diferentes países. O serviço, que ela mesma chama de “consultório”, restitui peças cheias de valor afetivo e devolve a proprietários lembranças de infância preservadas por gerações.
Reparos sob medida
Cada brinquedo passa por uma avaliação individual. Muitos chegam sem olhos, com rasgos provocados por animais domésticos ou com o tecido desgastado pelo tempo. “Nenhum urso é igual ao outro”, ressaltou Hasman em entrevista à CBC, explicando que o processo exige soluções específicas para cada caso.
Busca por materiais compatíveis
Para manter a aparência original dos bichinhos, a artesã procura tecidos, enchimentos e acessórios em brechós e lojas de segunda mão. Quando o resultado não atinge o padrão que considera ideal, ela opta por refazer o trabalho, priorizando semelhança máxima com a versão de origem.
Objetos que atravessam gerações
Entre os milhares de brinquedos já restaurados, Hasman menciona um exemplar de aproximadamente 115 anos, pertencente a cinco gerações da mesma família. Histórias como essa são frequentes e motivam conversas detalhadas com quem envia as peças, a fim de conhecer a trajetória de cada objeto.
Retorno emocional
Depois da entrega, a “doutora” costuma receber bilhetes de agradecimento de crianças e adultos. As mensagens, segundo ela, reforçam a importância do trabalho e mostram o impacto de resgatar lembranças que pareciam perdidas.
Sem planejar transformar a atividade em produção em larga escala, Hasman continua aceitando pedidos conforme a demanda, mantendo o mesmo cuidado individual em cada conserto.
Com informações de Só Notícia Boa
