Itabaiana · quinta-feira · 17 de setembro de 2026
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O quarteto paulista Manger Cadavre? completa 15 anos de atividade em 2026 e marca a data da forma que conhece melhor: na estrada. A banda de São José dos Campos (SP) já iniciou uma turnê comemorativa que deve passar por mais de 30 municípios brasileiros até dezembro, incluindo localidades inéditas como Manaus (AM), Volta Redonda (RJ), Santa Maria (RS) e Varginha (MG).

Histórico de peso e independência

Formado em 2011 pelo baterista Marcelo Kruszynski, o grupo soma mais de 340 apresentações — média de 22 por ano — em todas as regiões do país, além de excursões pela América do Sul e Europa. Entre os momentos de maior visibilidade estão a turnê com o Extreme Noise Terror em 2017 e participações nos festivais Setembro Negro, Abril Pro Rock e Obscene Extreme, na República Tcheca, além de shows ao lado de Ratos de Porão e Napalm Death.

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Assumidamente adepto do faça-você-mesmo, o Manger Cadavre? nunca ficou mais de dois meses parado. A regularidade rendeu quatro álbuns, EPs e splits lançados sem apoio de grandes gravadoras. O disco mais recente, Como Nascem os Monstros, levou o grupo à final do Prêmio TMDQA! 2025 na categoria Melhor Disco de Metal.

Formação atual

Desde 2020 o line-up está estabilizado com Nata de Lima (vocal), Paulo Alexandre (guitarra), Bruno Henrique (baixo) e o fundador Marcelo (bateria). Antes, o conjunto teve um curto período como sexteto e outra formação que durou quase dez anos, responsável por consolidar o nome no circuito underground.

Próximos passos

Paralelamente à agenda na estrada, o quarteto já compõe o quinto álbum de estúdio, previsto para 2027. A produção deverá manter o modelo de financiamento adotado em trabalhos anteriores, que combina venda de merchandising, mídias físicas e campanhas de apoio direto do público — estratégia que, durante a pandemia, reuniu mais de 700 colaboradores para viabilizar o disco Decomposição.

Economia do merchandising

Segundo Nata de Lima, a maior parte da receita do grupo vem de camisetas, patches, bottons e formatos físicos. Todos os títulos saem em CD; dois álbuns e um EP também ganharam edições em vinil, com um novo LP já em pré-venda. O streaming é tratado como ferramenta de divulgação, enquanto a venda de produtos arca com custos de gravação, clipes e deslocamentos.

Na atual excursão, a banda mantém a prática de agrupar várias datas consecutivas para diluir despesas de transporte, garantindo cachês, ingressos a preços acessíveis e retorno para produtores locais — um circuito que o grupo descreve como “ciclo virtuoso do underground”.

Assim, o Manger Cadavre? segue celebrando uma década e meia de ruído, autonomia e presença constante nos palcos, ao mesmo tempo em que já projeta os próximos passos da carreira.

 

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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