Itabaiana · domingo · 11 de outubro de 2026
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Brasília, 8 de abril de 2026 – O Relatório sobre Violações à Liberdade de Expressão da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) registrou 66 episódios de violência não letal contra jornalistas e veículos de comunicação em 2025. O número representa queda de 9,1% em relação ao ano anterior, mas mantém a média de um caso a cada cinco dias.

Violência física segue predominante

As agressões físicas lideraram o levantamento, somando 26 ocorrências – 39% do total – e envolvendo pelo menos 35 profissionais. Em comparação com 2024, houve alta de 11,5% nos casos e de 20% nas vítimas. Regionalmente, o Sudeste concentrou 38% das ocorrências, seguido por Centro-Oeste e Nordeste, com cinco registros cada. Homens e profissionais de emissoras de TV foram os mais atingidos, geralmente após insatisfação com a cobertura jornalística. Políticos e servidores públicos encabeçam a lista de agressores, seguidos por torcedores e membros de equipes de futebol.

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Em 14 anos de monitoramento, 2025 foi o quarto período – após 2019, 2021 e 2024 – sem assassinatos motivados pelo exercício da profissão. Entre outras violações, o relatório aponta dez casos de intimidação (aumento de 40%), seis ameaças, um atentado, quatro furtos de equipamentos, um ato obsceno e seis episódios de injúria. Houve ainda dois casos de detenção de comunicadores, os primeiros desde 2019. Os registros de censura cresceram 57% e ocorreram em quase todas as regiões, exceto no Sul, principalmente por ações de agentes públicos.

Crescem ataques digitais e uso de inteligência artificial

Levantamento da consultoria Bites identificou cerca de 900 mil ataques virtuais contra a imprensa em 2025, média diária de 2.465 agressões – aumento de 35% ante 2024. Expressões como “lixo”, “podre”, “canalha” e “golpista” foram as mais comuns. O estudo também detectou utilização de ferramentas de inteligência artificial, incluindo ChatGPT, Claude, Gemini e Grok, para impulsionar conteúdos negativos sobre veículos de comunicação. Perguntas sobre o posicionamento ideológico da mídia figuraram entre as mais frequentes nessas plataformas.

Decisões judiciais e posicionamento global

Ao todo, 15 decisões judiciais relacionadas à imprensa foram analisadas em 2025: sete favoráveis e oito contrárias. A retirada de reportagens ou de nomes citados segue como a medida mais comum.

No cenário internacional, o Brasil avançou para a 63ª colocação entre 180 países no ranking da Repórteres sem Fronteiras, após ocupar o 111º lugar em 2021. Organizações como a UNESCO, porém, destacam que mais de 1,8 mil jornalistas foram assassinados no mundo entre 2006 e 2025, com cerca de 90% dos casos sem solução.

Para o presidente-executivo da ABERT, Cristiano Lobato Flôres, apesar da retração nos indicadores, a intolerância contra profissionais da imprensa persiste. “Enquanto houver um único profissional agredido, a liberdade de imprensa e a democracia seguem em risco”, afirmou.

Com informações de Tudo Rádio

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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