A Pepper X é, hoje, a pimenta mais ardida do planeta, de acordo com o Guinness World Records. Desenvolvida em estufas nos Estados Unidos pelo cultivador Ed Currie, da PuckerButt Pepper Company, a variedade alcançou 2.693.000 unidades na Escala Scoville (SHU) e superou a antiga campeã, a Carolina Reaper.
Como se mede a ardência
A intensidade da queimação provocada pela pimenta é determinada pela Escala Scoville, que quantifica a concentração de capsaicina — composto químico responsável pela sensação de calor. Atualmente, laboratórios utilizam Cromatografia Líquida de Alta Performance para medir, com precisão, o teor de capsaicinoides em cada amostra.
Ranking de pimentas mais fortes
Pepper X: 2.693.000 SHU
Carolina Reaper: 1.641.183 SHU
Trinidad Moruga Scorpion: 1.200.000 SHU
Características das líderes de ardência
Pepper X apresenta coloração amarelada, superfície rugosa e aroma frutado que precede a sensação extrema de calor. O consumo requer cautela, inclusive entre entusiastas experientes.
Carolina Reaper, antiga recordista, é reconhecida pela cor vermelha intensa e pela “cauda” pontiaguda. Continua popular entre colecionadores, embora tenha perdido o primeiro lugar.
Trinidad Moruga Scorpion, originária de Trinidad e Tobago, já ocupou o topo do ranking. Sua ardência aumenta gradualmente, motivo pelo qual é apreciada na produção de molhos ultra-picantes.
Riscos e recomendações de consumo
O contato direto com pimentas de alta capsaicina pode causar irritações severas na pele e nas mucosas. Em competições, é comum o uso de luvas e proteção facial. Caso a ingestão provoque desconforto intenso, especialistas recomendam ingerir leite, que ajuda a neutralizar a capsaicina.
Com informações de Guia da Cozinha
