O anúncio de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã derrubou a cotação do dólar na quarta-feira, 8 de abril. A moeda norte-americana encerrou o dia em queda de 1,10%, vendida a R$ 5,10, o menor patamar desde 17 de maio de 2024.
Pela manhã, a divisa chegou a tocar R$ 5,0656, mas perdeu parte do fôlego ao longo da tarde. Já nesta quinta-feira, 9, o dólar registrou leve alta e era negociado a R$ 5,12 por volta do horário de almoço.
Cenário ainda incerto para compra
Para Luis Ferreira, diretor de investimentos do EFG Private Wealth Management, ainda é cedo para definir se o momento é favorável à compra da moeda. Segundo o especialista, o dólar mantém um prêmio de liquidez e proteção que só tende a diminuir com a percepção de que a distensão geopolítica é duradoura o suficiente para afastar riscos de nova pressão inflacionária.
Petróleo em forte queda
Os preços do petróleo recuaram mais de dois dígitos. O contrato do WTI para maio caiu 16,4%, a US$ 94,41 o barril, menor nível desde 25 de março. Já o Brent para junho, referência para a Petrobras, recuou 13,3%, para US$ 94,75, o menor patamar desde 11 de março.
Desempenho do real ante emergentes
Embora siga entre as moedas de melhor desempenho global no acumulado do ano, o real perdeu força na quarta-feira, 7, frente a outras divisas emergentes. O peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano avançaram mais de 1,5% contra o dólar, enquanto a moeda brasileira mostrou alta limitada.
Analistas atribuem o movimento principalmente à queda do petróleo, que influencia as expectativas de inflação e, consequentemente, a procura por ativos de proteção, como o próprio dólar.
Com informações de Só Notícia Boa
