O Ministério do Interior do Reino Unido negou a Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) solicitada por Kanye West na segunda-feira, 6 de abril, impedindo o rapper de entrar no país. A decisão, fundamentada no argumento de que a presença do artista “não seria propícia ao bem público”, levou ao cancelamento da edição 2026 do Wireless Festival, que aconteceria de 10 a 12 de julho no Finsbury Park, em Londres.
No domingo, 5 de abril, o governo já havia informado que analisava o direito de entrada do músico. Com a negativa oficial, os organizadores anunciaram a suspensão de todo o evento e informaram que todos os ingressos serão reembolsados.
Em comunicado, a produção do festival destacou que diferentes partes interessadas foram consultadas antes da contratação do artista e que, naquela ocasião, não houve objeções. A nota também repudiou o antissemitismo e ressaltou que West manifestou recentemente interesse em dialogar com a comunidade judaica no Reino Unido.
A escolha de Kanye West como atração principal gerava controvérsia desde o anúncio, meses atrás, por conta de seu histórico de declarações antissemitas. Entre os episódios mais criticados estão a autodeclaração de simpatia ao nazismo, a venda de camisetas com suásticas e o lançamento da faixa “Heil Hitler”. Em janeiro, o americano de 48 anos publicou um anúncio no Wall Street Journal atribuindo esses atos a uma lesão cerebral e ao transtorno bipolar, declarando “amar o povo judeu”.
Pouco antes da proibição ser confirmada, o político britânico Nigel Farage saiu em defesa do direito de entrada do rapper. O ex-líder do UKIP classificou as declarações de West como “repugnantes”, mas disse temer consequências caso o governo barre pessoas apenas pelas opiniões que expressam.
Com informações de Tenho Mais Discos Que Amigos!
